segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Anjo Exterminador por Priscila Cruz


Quando a máscara da Burguesia cai…

Um filme de 1962, do diretor Luis Buñuel, começa mostrando uma alta classe da sociedade em uma festa de gala, onde tudo parece bem até a hora em que todos resolvem ir embora, mas, por algum motivo, não con - seguem sair da sala em  que estão -  e quando pensam em sair, inventam alguma desculpa para continuar naquela situação. Após dias confinados, as máscaras começam a cair, e eles começam a agir não mais como aquela classe que se diz superior, mas sim conforme seus instintos mais primitivos.
Luis Buñuel faz nesse filme uma explícita crítica à elite - classe a qual ele tanto desprezava- e à igreja - descrevendo os supérfluos costumes da elite através de burgueses hipócritas e arrogantes, retratando-os como cruéis e desumanos, e mostrando sua desconsideração para com a classe mais humilde - como na cena que o empregado cai e todos riem sem o ajudar, e a cena que uma mulher conta que achava que as classes mais baixas não sentiam dor e por isso não sentira nenhuma pena ao ver dezenas de pobres esmagados por um trem. Para fugir um pouco da realidade, Buñuel cria um clima onírico em que representa as alucinações dos personagens- influência do Surrealismo.
Totalmente desprovido de trilha sonora, esta é representada por sons onomatopéicos, O Anjo Exterminador é um filme que todos devem ver para ficar consciente da verdadeira realidade e escória que está por trás de toda a ostentação da classe burguesa.
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Um comentário:

  1. Uauuu pegou bem o espírito crítico antiburguês do texto de Luis Buñuel. Vendo o filme, com eles tantos dias presos na casa sem água, não pude deixar de pensar se não foi do filme a inspiração do Cazuza para a “burguesia fede” =P hehe

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